sábado, 11 de dezembro de 2010

Coices da vida...



Hoje irei postar algo diferente...
Semana passada, uma grande amiga me mandou um texto encantador e resolvi compartilha-los com todos vocês, afinal, não basta adquirirmos o conhecimento e a verdade e os guardarmos conosco, mas sim, dividi-los e passá-los adiante.
Dentre outros pontos, a mensagem aborda as feridas que as pessoas podem nos causar ao longo de nossas vidas, seja consciente ou incoscientemente também.
Acredito que é sempre mais fácil agradarmos alguém que amamos do que desagradá-lo. Fazer alguém feliz é extremamente mais simples do que o contrário. Ao invés do bate-boca, o diálogo compreensivo. Ao invés da justificativa, a compreensão.
Vou morrer com a bandeira de que a frieza não leva a lugar nenhum, muito menos a grosseria. Vamos nos respeitar, nos compreender, e acima de tudo, nos ajudar, mesmo que isso corresponda a algumas vezes deixarmos de lado nossas convicções para única e exclusivamente vermos o outro bem. Deixarmos o outro feliz...
"A borboleta e o cavalinho".
Esta é a história de duas criaturas de Deus que viviam numa floresta há milhões de anos. Eram elas: a borboleta e o cavalinho.
Na verdade,não tinham praticamente nada em comum, mas em certo momento de suas vidas se aproximaram e criaram um elo.
A borboleta era livre, voava por todos os cantos da floresta e enfeitava a paisagem. Já o cavalinho tinha grandes limitações, não era bicho solto que podia viver entregue a natureza.
Nele, certa vez foi colocado um cabresto por alguém que visitava a floresta e então, sua liberdade foi cerceada.
A borboleta, no entanto, embora tivesse a amizade de muitos outros animais no local, gostava de fazer cia ao cavalinho, agradava-lhe ficar ao seu lado, mas não por pena, e sim, por carinho, companheirismo, afeto.
Assim, todos os dias ia visitá-lo e lá chegando, levava sempre um coice, depois então um sorriso.
Entre um e outro, ela optava por esquecer o coice e guardar no seu coração o sorriso.
Sempre o cavalinho insistia com a borboleta para ajudá-lo a carregar o cabresto devido ao seu enorme peso.
Ela, carinhosamente tentava de todas as formas auxiliar, mas devido a sua fragilidade, nem sempre isso era possível.
Os anos se passaram e numa manhã de verão, a borboleta não apareceu para visitar o seu fiel companheiro.
Ele nem percebeu, preocupado que estava em se livrar de seu cabresto.
E vieram assim outras manhãs, outras, outras, até que chegou o inverno e o cavalinho se sentiu só, e finalmente recordou a ausência da borboleta amiga.
Resolveu então sair do seu canto e procurá-la. Caminhou por toda a floresta, observando cada cantinho em que ela pudesse estar escondida. Cansado, se deitou embaixo de uma árvore. Um elefante se aproximou e perguntou quem era ele e o que fazia por ali.
- Eu sou o cavalinho do cabresto e estou a procura de uma borboleta que sumiu.
- Ah, então você é o famoso cavalinho?
- Famoso, eu?
- É que tive uma grande amiga que me disse que também era sua amiga e falava muito bem de você. Mas afinal, qual borboleta você procura?
- É uma borboleta colorida, alegre, que sobrevoa a floresta todos os dias visitando os animais amigos.
- Nossa ! Era justamente dela que eu estava falando. Não ficou sabendo? Ela morreu há algum tempo atrás.
- Morreu??? Como foi isso?
- Dizem que ela conhecia aqui na floresta, um cavalinho, assim como você, e todos os dias quando ela ia visitá-lo, ele dava-lhe um coice. Ela sempre voltava com marcas horríveis e todos perguntavam a ela quem havia feito aquilo, mas ela jamais contou a alguém. Insistíamos para saber quem era o autor daquela malvadeza e ela respondia que só ia falar das visitas boas que havia feito naquele dia, era aí que ela falava com maior alegria de você.
Neste momento, o cavalinho já derramava milhares de lágrimas de tristeza e de arrependimento.
- Não chore meu amigo, sei o quanto você deve estar sofrendo. Ela sempre me disse que você era um grande amigo, mas entenda, foram tantos os coices que ela recebeu deste outro cavalinho, que ela acabou perdendo as asinhas, depois ficou muito doente, triste, sucumbiu e morreu.
- E ela não mandou me chamar nos últimos dias?
- Não, todos os animais quiseram lhe chamar mas ela disse:
- Não perturbem meu amigo com coisas pequenas, ele tem um grande problema que eu nunca pude ajudar...
Você até pode aceitar os coices que lhe derem quando eles vierem acompanhados de beijos, mas em algum momento da sua vida, as feridas que eles vão lhe causar, não serão mais possíveis de serem cicatrizadas.
Quanto ao cabresto que você tiver de carregar durante toda a sua existência, não culpe ninguém por isso, afinal, muitas vezes foi você mesmo que colocou ou permitiu que ele fosse colocado.
Que você possa aceitar que só quem soube da sombra, pode saber da luz...
Respect and love forever - F.G.

6 comentários:

  1. Show! adorei o post .......

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  2. Ah Felipe!! Acho que essa borboleta deveria ter abandonado esse cavalo no primeiro coice... Só se dá valor àquilo que se perde!
    abração!

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  3. Nossa, lindo texto!

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  4. Esse texto foi um tanto poético... genial.. Muito boa a Postagem, e o Blog é muito legal, Parabéns, comentei :) e acompanhando aqui ... se puder retribuir comentando e me seguindo, eu retribuo da mesma maneira, abraços.
    Blog muito legal, parabéns

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  5. Prabéns pelo blog. Tudo de muito bom gosto.
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  6. Oi, gostei mto de ver que existem pessoas como vc!!! Concordo com seus textos e também sinto muita falta de alguns hábitos que estão se perdendo com o tempo, como um simples "bom dia", por exemplo. Acho q as pessoas deveriam repensar e resgatar a cordialidade, a honestidade, a solidariedade, a benevolência e tantas outras coisas tão simples, mas que p muitos são extremamente significativas. Vou te seguir, amigo!!!

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